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A Igreja e as Rosas

As Rosas têm grande significado para a igreja e os cristão, já que possui uma ligação forte com belos milagres, histórias de fé, alegrias e muito amor. Conheça!

O Milagre das rosas (Rainha Santa Isabel)

A mulher de D. Dinis, a rainha Santa Isabel, tornou-se célebre pela sua imensa bondade. Ocupava o tempo a fazer bem a quantos a rodeavam, visitando e tratando doentes, distribuindo esmolas pelos pobres.

Sua vida está marcada pelas nobres ações em favor do próximo. Muitas curas e “milagres” foram atribuídos a Isabel. Mas, o fato mais conhecido é o chamado “milagre das rosas”. Fenômeno de efeitos físicos que transforma pães em rosas frescas e perfumadas, no período de inverno europeu.

Ora, conta a lenda que o rei, já irritado por ela andar sempre misturada com mendigos, a proibiu de dar mais esmolas. Mas, certo dia, vendo-a sair furtivamente do palácio, foi atrás dela e perguntou o que levava escondido por baixo do manto.

Era pão. Mas ela, aflita por ter desobedecido ao rei, exclamou:
– São rosas, Senhor!
– Rosas, em Janeiro? – duvidou ele.
De olhos baixos, a rainha Santa Isabel abriu o regaço – e o pão tinha-se transformado em rosas, tão lindas como jamais se viu.

Santa Rosa de Lima

Santa Rosa de Lima nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no ano de 1586, coincidentemente no mesmo ano da aparição da Virgem Santíssima na cidade de Chiquinquira. Isabel Flores y de Oliva é o seu nome de batismo, mas sua mãe, ao ver aquele rosto rosado e belo, começou a chamá-la de Rosa, nome com a qual ficou conhecida.

Desde pequena, teve grande inclinação à oração e à meditação. Um dia estava rezando diante de uma imagem da Virgem Maria, com Jesus Cristo ainda bebê nos braços, quando ouviu uma voz que vinha da pequena imagem de Jesus, que lhe dizia: “Rosa, dedique a mim todo o seu amor…”

A partir de então, tomou a decisão de amar somente a Jesus, mas devido à sua beleza, muitos homens acabavam se apaixonando por ela. Para não ser motivo de tentações, Rosa cortou seus longos e belos cabelos, e passou a cobrir o rosto constantemente com um véu.

Decidiu ingressar em um convento da ordem agostina, entretanto, estando diante da imagem da Virgem Santíssima no dia da sua conversão, sentiu que não podia levantar-se nem mesmo com a ajuda de seu irmão. Foi então que percebeu ser tudo aquilo um aviso dos céus para não ir, e bastou fazer uma prece à Nossa Senhora para que a paralisia desaparecesse por completo.

A partir deste dia, Rosa, que se espelhava em Santa Catarina de Sena como modelo de vida a ser seguido, passou a pedir diariamente a Deus para indicar-lhe em que ordem religiosa deveria ingressar. Percebeu que todos os dias, assim que começava a rezar, aparecia uma pequena borboleta nas cores branco e preta, e com este sinal chegou à conclusão que deveria ingressar na Congregação da Ordem Terceira de São Domingos, cujas vestimentas eram nestas cores. Tendo ingressado na ordem aos vinte anos, pediu e obteve licença de emitir os votos religiosos em casa – e não no convento – como terciária dominicana.

Construiu para si uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, e passou a levar uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Através de rigorosas penitências, Rosa eliminou de sua vida todo orgulho, amor próprio e vaidade, cumprindo à risca o que Jesus disse: “Quem se humilha será exaltado”. Entre as penitências estava o jejum contínuo: Rosa consumia o mínimo necessário para sua sobrevivência e quase não bebia água. Dormia sobre duras tábuas e ao olhar para o crucifixo dizia: “Senhor, a sua cruz é muito mais cruel que a minha”.

Quando seu pai perdeu toda a fortuna, Santa Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: “Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência”. Vivendo fora do convento, renunciou a inúmeras propostas de casamento e de vida fácil, dizendo: “O prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto”. Alcançando um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística, suas orações e penitências conseguiram converter muitos pecadores.

Muitos milagres aconteceram após sua morte. Ela foi beatificada por Clemente IX em 1667 e canonizada em 1671 por Clemente X, a primeira da América a ter essa honra. É padroeira da América do Sul e das Filipinas.

Nossa Senhora da Rosa Mística

“Maria, Rosa Mística, da qual veio Jesus como milagroso perfume”. As ladainhas lauretanas, de 1587, já invocavam a “Rosa Mística”. Mas a devoção mais conhecida esta relacionada a uma aparição na cidade de Montichiari, região dos Alpes italianos, em 1947. A partir de então. Passou a ser difundida a imagem da Virgem Maria, adornada com três rosas nas cores branca, vermelha e amarela. Cada uma traz, respectivamente, um significado diferente: oração, sacrifício (ou devoção) e espírito de penitencia (ou entrega). No Brasil, o santuário de Nossa Senhora da Rosa Mística fica em Jambeiro, São Paulo.

Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia ou Santa dos Impossíveis, como é geralmente conhecida a grande advogada dos aflitos, nasceu em Rocca Porena, perto de Cássia (Itália), em 22 de Maio de 1381, tendo por pais Antônio Mancini e Amada Ferri. O nascimento da Santa foi precedido por sinais maravilhosos e visões celestiais que fizeram seus pais perceberem algo da futura e providencial missão de Rita, que seria colocada no mundo para instrumento da misericórdia de Deus em favor da humanidade sofredora.

Desde jovem, Rita tinha intenção de ser religiosa, mas seus pais, temendo que ela ficasse sozinha, resolveram casá-la com um jovem de família nobre, mas de temperamento excessivamente violento. Ela suportou pacientemente tal situação por 18 anos. Como ele tinha muitos inimigos, foi assassinado. A viúva suportou a dolorosa perda, perdoando os assassinos. Porém, crescia em seus filhos o desejo de vingança. Rita pediu que Deus os levasse, pois seria melhor que outra tragédia. Assim, perdeu os filhos. Rita estava livre para dedicar-se a Deus e pediu para entrar no Convento das religiosas Agostinianas da cidade. Mas naquela comunidade só podiam entrar virgens. Então, ela transformou sua casa num claustro, onde rezava as orações habituais das religiosas.

Uma noite, enquanto rezava, ouviu três batidas violentas em sua porta e uma voz lá de fora dizia: “Rita! Rita!”. Abriu a porta e viu em sua frente três Santos, que rapidamente a levaram ao Convento onde havia sido negada três vezes. Os mensageiros fizeram-na entrar, apesar das portas estarem fechadas, e deixaram Rita de Cássia em um dos claustros. Depois desapareceram.A superiora ficou fascinada com essa manifestação Divina. As religiosas decidiram por unanimidade que a viúva fosse recebida. Admitida noviça Rita começou a trabalhar para realizar seus desejos. Consagrou-se à oração e penitência, seu corpo foi seguidamente flagelado. Passava os dias a pão e água e noites sob vigília e oração.

Certo dia pediu com extraordinário fervor que um estigma de Jesus aparecesse para sentir a dor da redenção. Em uma visão, Rita recebeu um espinho cravado em sua testa. A chaga ficou por toda a vida e ainda pode-se vê-la em sua cabeça conservada intacta com o resto do corpo.

Um dia uma parente foi visitá-la, ela agradeceu a visita e ao se despedir pediu que lhe trouxesse algumas rosas do jardim. Como era inverno e não tinha rosas, pensaram que Rita estava delirando e sua visitante não ligou para seu pedido. Como para voltar para casa teria que passar pelo jardim olhou e se surpreendeu ao contemplar quatro lindas rosas que se abriram entre os ramos secos. Admirada do prodígio, entrou no jardim, colheu as flores e as levou ao Convento de Cássia. Nesta época, Rita estava muito doente e morreu em 22 de Maio de 1457.

No dia seguinte, seu corpo foi colocado na Igreja do Convento. Todos os habitantes da cidade foram venerar a religiosa.

Papa Francisco e a Rosa Branca de Santa Teresinha do Menino Jesus

Durante a Vigília de oração pela paz na Síria, realizada na Praça São Pedro em 7 de setembro, foram lidos alguns trechos dos escritos de Santa Teresinha. No dia seguinte, domingo, o Papa Francisco recebeu de presente uma rosa branca, ficou muito contente, pois representa um ‘sinal’ da intercessão de Santa Teresa, ele contou para o Arcebispo de Ancona, Dom Edoardo Menichelli e deixou que Dom Edoardo espalhasse a notícia.

Assim contou Dom Menichelli: “O Papa me disse que ficou surpreso quando, passeando nos Jardins Vaticanos no domingo, 8 de setembro, recebeu de um jardineiro uma rosa branca, recém-colhida. Uma flor que ele considera como um ‘sinal’, uma ‘mensagem’ de Santa Teresinha, ao quem havia se dirigido preocupado, no dia anterior pedindo a intercessão”.

E como o Papa Francisco soube que era uma resposta de Santa Teresinha?

A Rosa Branca

Quando o Papa era ainda o Cardeal Bergogliolá na Argentina, um dia foi entrevistados por dois jornalistas, Sergio Rubin e Franzcesca Ambrogetti, que estavam escrevendo um livro sobre ele: “O Jesuita”, eles contaram: “Paramos diante dum vaso cheio de rosas brancas em uma prateleira da biblioteca, onde havia uma imagem de Santa Teresa. O Cardeau disse: “Quando tenho um problema, peço à santa Teresinha, não para resolvê-lo, mas para pegá-lo na mão e ajudar-me a aceitá-lo, e como sinal, recebo quase sempre uma rosa branca”.

Santa Teresinha foi para o Céu aos 24 anos em 1897, e foi canonizada por Pio XI e proclamada Doutora da Igreja pelo Papa João Paulo II em 1997.

Quando Teresinha estava quase indo para o Céu, disse a sua irmã: “Lá do Céu, farei chover uma chuva de rosas!”

Ela quis dizer que ia pedir muito a Jesus que atendesse os pedidos que seus amigos fizessem aqui na terra. Aí um padre teve a idéia da Novena das Rosas à santa Teresinha e ela sempre dá um jeitinho da pessoa ganhar uma rosa durante a novena, pra saber que é da vontade de Jesus atender a oração.

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