Dicas essenciais para manter as roseiras sempre vistosas

Propagação de Rosas
9 de nov. de 2016
Como adubar Roseiras
17 de nov. de 2016
Exibir tudo

Dicas essenciais para manter as roseiras sempre vistosas

Luz e umidade adequadas, adubação correta e controle de pragas e doenças são cuidados fundamentais para o bom desenvolvimento das rosas.

Apesar de crescer o ano todo no Brasil, a rosa merece alguns cuidados essenciais. Além de precisar muito de sol, ela não aceita habitat úmido. Onde há muita chuva, é preciso drenar o local e deixá-lo sempre ventilado. É necessário ao menos seis horas diárias de sol pleno, boa drenagem e podas nos meses mais frios.

A rosa é uma planta rústica, e gosta de muita matéria orgânica, composta de restos de vegetais e animais. O ideal seria uma mistura pronta já existente no mercado, chamada de recondicionador de solo.

Já no caso de adubos naturais, são utilizados estercos de gado curtido – porém deve-se evitar os mais fortes como o de galinha e de coelho. Entre os mais eficientes, recomenda-se a farinha de osso, torta de mamona ou algodão, estes últimos, no entanto, são tóxicos para os animais e por isso, devem ser utilizados com mais cuidado. Quando a escolha se dá pelos adubos químicos com nitrogênio, também é preciso moderação no uso.

No preparo da cova, podem ser acrescentados 200g de granulados de NPK -10-10-10, adicionados a cada 60 dias. No caso de jardins, o adubo é colocado a cada 50 dias, intercalado ao NPK-4-14-8. Geralmente após a poda.

PODA DAS ROSEIRAS

A melhor data para a poda da rosa, segundo especialistas, é o dia 23 de junho, início do inverno, e é caracterizada como a noite mais longa do ano. De qualquer maneira, todo este mês é indicado – exceção fica para regiões mais frias, nas quais agosto é mais recomendando. Se a poda é feita fora da época, a rosa sofre um desgaste maior para brotar. Na Europa, as rosas são podadas na primavera (época de degelo) para limpar partes estragadas. Já no Brasil, a poda é realizada para estimular a floração. Portanto, cada planta se comporta de acordo com o seu habitat natural.

Para realizar a poda, devem ser utilizados os instrumentos corretos, como luva grossa, em geral de couro, tesoura de poda esterilizada e uma serra curva para os galhos maiores. As rosas podem ser um pouco exigentes. Em compensação, quando bem cuidadas, florescem o ano inteiro.

Primeiro, são localizadas as gemas e a distância entre elas e o corte não deve ser superior a cinco centímetros. Então, os galhos e as pontas secas são cortados (o primeiro de forma inclinada) e as folhas em excesso ou murchas, retiradas. No caso da poda de formação, é importante não alterar o formato do roseiral, para que melhores flores sejam garantidas na temporada (como, por exemplo, na condução de uma roseira trepadeira). As brotações abaixo do enxerto devem ser retiradas para que a planta cresça com mais vigor. Acredita-se que a lua minguante seja a mais indicada para a poda, mas não há uma regra em relação a isso. No dia anterior ao corte, é preciso regar a planta, para que os talos fiquem bem hidratados. O corte, realizado com tesoura de poda esterilizados, deve ser retilíneo, sem macerar o caule.

PRAGAS E DOENÇAS

A época de chuvas pode trazer uma série de doenças as rosas, como a pinta preta, o oídio e Botrytis (mofo cinzento), as quais são combatidas com fungicidas ou calda bordalesa.
Pulgões e formigas cortadeiras também podem causar danos às roseiras. Os primeiros são atraídos pelo odor adocicado das flores, e são evitados com receitas caseiras, como sabão de coco em pó, diluído em duas colheres de sopa para um litro de água. Para combater as formigas, recomenda-se pedaço de pão, casca de laranja ou pão torrado com vinagre, os quais são carregados por elas.

Outro inimigo da rosa é a abelha preta arapuá. Contra ela, utiliza-se o repelente de melaço de cana (pincelado no troco das árvores) a arruda e a citronela.

O CANTEIRO DE ROSAS

Deve ser produzido de acordo com o espaço físico disponível, e afastado de outras espécies de plantas. Um fato importante é a insolação que precisa ser plena. Mas, se não for possível, pelo menos cinco a seis horas de sol devem ser garantidas, de preferência durante a tarde.

O solo do canteiro tem de ser preparado como um todo, com nutrientes e adubos específicos. A camada superior de terra, com cerca de 30 centímetros é revolvida, para permitir a aeração do conjunto. Acrescentam, então, calcário dolomítico e farinha de osso. Por fim, o cultivador escolhe a gama de cores e os períodos de floração que deseja para seu canteiro.

Somente com esses cuidados essenciais você terá suas rosas lindas e vistosas durante o ano todo.

Quer saber mais?

Acompanhe os nossos próximos post’s. Tem sempre uma novidade para cuidar das rosas como elas merecem.

Assine nossa Newsletter e receba nosso conteúdo em primeira mão!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *